BLOG DO ADAIL

Conhecer a Deus é fundamento eterno de bem-aventurança - glória eterna. Não o conhecer é eterna perdição. Deste modo, o conhecimento de Deus é tudo: vivifica a alma, purifica o coração, tranquiliza a consciência, eleva as afeições, e santifica o caráter e a conduta. - Irmão Adail

"Ah, se pudéssemos ter mais fé num Salvador amoroso e vivo, e se pudéssemos abrir nossos corações o suficiente para receber mais do seu amor eterno, consumidor, constrangedor, penetrante; ah, se abríssemos nosos ouvidos para ouvir a doce voz do Noivo quando Ele sussura para nossas almas: "Levanta-te, meu amor, minha querida, venha, deixa as ilusões deste dia transitório. Ah, se sua voz arrebatadora pudesse alcançar nossos corações endurecidos para que tivéssemos sede e clamássemos por um relacionamento mais íntimo com o Salvador crucificado". - Pr. John Harper, que afundou com o TITANIC em 15.04.1912.

ATENÇÃO: O assento do escarnecedor pode ser muito elevado socialmente, todavia fica muito perto da porta do inferno, e logo ficará vazio.

"...prepara-te para te encontrares com o teu Deus" (Am 4.12). Como os crentes em Jesus podem viver com as malas prontas e prontos para partir? Não há mistério a este respeito; o bom senso nos deve indicar como fazê-lo. Estejamos inteiramente dedicados ao serviço de Cristo, todos os dias. Não vamos tocar no pecado com vara curta. Acertemos as contas com Deus. Vamos pensar em cada hora como uma dádiva de Deus para nós, para tirar dela o melhor proveito. Planejemos nossa vida, levando em conta setenta anos (Sl 90.10), entendendo que se o nosso tempo for menor do que esse prazo, isso não será uma privação injusta, mas uma promoção mais rápida. Vivamos no tempo presente; gozemos com alegria dos seus prazeres e abramos caminhos através de suas dores, contando com a companhia de Deus, sabendo que tanto os prazeres quanto as dores são passos na viagem para casa. Abramos toda a nossa vida para o Senhor e gastemos tempo conscientemente na companhia dEle, expondo-nos e correspondendo ao seu amor. Digamos a nós mesmos, com frequência, que a cada dia estamos mais perto. Lembremo-nos que o homem é imortal enquanto o seu trabalho não for realizado, e continuemos a realizar aquilo que sabemos ser a tarefa que Deus nos determinou para aqui e agora. Amém? - Irmão Adail

Uma única bomba devasta uma cidade, e o mundo está na era nuclear. Com a cisão de um átomo, temos um poder e uma força nunca vistos. Foguetes roncam no seu local de lançamento, e sua carga é despejada no espaço. Descobertas apenas imaginadas durante séculos são agora concretizadas à medida que começamos a explorar os confins do universo.

Vulcões, terremotos, maremotos, furacões e tufões deixam desprender sua força incontrolável e inexorável. Resta-nos procurar abrigo para mais tarde reunir aquilo que sobrou.

Poder, força, energia - observamos com admiração a exibição da natureza ou a obra do homem. Mas essas forças não se aproximam do poder de Deus onipotente. Criador de galáxias, átomos e leis naturais, o soberano Senhor reina sobre tudo o que existe e sempre será assim. Que tolice viver sem Ele, que estupidez correr e esconder-se de sua presença, e quão ridículo é desobedecer-lhe. Mas nós o fazemos. Desde o Éden estamos sempre à procura de sermos independentes de seu controle como se fôssemos deuses com o poder de controlar nosso próprio destino. E Ele tem permitido nossa rebelião. Mas, muito em breve, chegará o
DIA DO SENHOR.


domingo, 31 de outubro de 2010

O Mandamento de Santa Maria

Esta é uma mensagem do irmão Samuel Rodrigues Moreira, que reproduzimos aqui a título de esclarecimento para muitas pessoas que ainda não a leram e que têm sede de conhecimento da verdade que só encontramos na Palavra de Deus - a Bíblia.


Iniciando seu ministério de milagres, encontramos o Senhor Jesus numa festa de casamento em Caná da Galiléia juntamente com seus discípulos e sua mãe. Inesperadamente, o vinho acabou antes do final da festa, trazendo grande aflição para os noivos. Santa Maria, sensibilizada com esta situação embaraçosa, vendo em seu Filho condições para uma solução satisfatória, comunica-lhe: "Eles não têm vinho". Então Jesus lhe respondeu: "Que temos nós com isto, mulher?" Não fosse Santa Maria humilde serva de Deus, estas palavras certamente a magoariam profundamente; afinal, ela queria somente ajudar. Mas que discernimento espiritual profundo possuía esta santa mulher. Imediatamente, ela voltou-se para sua verdadeira posição, e dirigiu a atenção de todos os presentes unicamente para Jesus, quando disse aos serventes: "FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER". Somente então aconteceu o grande milagre da transformação, o primeiro de Jesus em seu ministério, conforme a narrativa do Evangelho de João, capítulo 2.

No decorrer da história do Cristianismo, surgiram muitas heresias relacionadas a Santa Maria, mãe de Jesus, que contrariam a Palavra de Deus, e, portanto, merecem a condenação dos verdadeiros cristãos. Vejamos algumas dessas heresias:

IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA - Definido como dogma de fé, em 08.12.1854, pelo papa Pio IX. Na verdade, Maria é considerada bem-aventurada por todas as gerações, pelo privilégio incomparável de ter sido, humanamente, a mãe do Salvador. Porém, como todas as demais criaturas humanas, ela também necessitava de salvação, pois a Bíblia diz: "Todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus" (Rom 3.23). A única exceção assinalada em toda a Bíblia é Jesus - concebido sem pecado, por um ato sobrenatural do Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, viveu sem pecado, e fez-se pecado por nós, pagando a culpa em nosso lugar, pela Sua morte vicária na cruz do Calvário. Santa Maria reconheceu em Deus a única fonte de sua salvação, pois alegremente cantou: "O meu espírito exulta em Deus, meu Salvador" (Lucas 1.47).

MÃE DE DEUS - Título reconhecido em 431, no Concílio de Éfeso, pela Igreja de Roma. Mas a verdade é que Maria foi tão somente a mãe do Homem Jesus, quando "o verbo se fez carne e habitou entre nós" (João 1.14). Nunca ela, uma simples criatura, foi mãe de Deus, pois Deus é o eterno Criador, sem princípio nem fim.

VENERAÇÃO DE MARIA - A Igreja Romana ensina que os mais antigos santuários de Maria datam do século IV, e a primeira festa em sua honra é mencionada no ano 500; que Lucas 1.28 e 42 foram usados como oração no século XII, e a oração da Ave-Maria hoje difundida amplamente veio a estabelecer-se no século XVI. Uma curiosidade: por que todo o Novo Testamento não dá uma só palavra sobre adoração a Maria? A última vez que o nome dela é citado é em Atos 1.14, quando ela estava juntamente com outros discípulos de Jesus (120 ao todo), esperando pela descida do Espírito Santo. Nenhum apóstolo falou nada a respeito dela - nem Paulo, nem Pedro, nem Tiago, nem João, nem ninguém mais... Convém ressaltar que a veneração através das imagens nem sequer é aceita até hoje pelas Igrejas Católicas Orientais. "Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele prestarás culto", disse Jesus em Mateus 4.10.

MÃE DA IGREJA - Mais um título criado pelo romanismo para Maria. Ora, se somos filhos de Deus, Deus é nosso Pai, e, se Maria é nossa Mãe, então ela é... esposa de Deus (???) Que blasfêmia inominável!

NOSSA SENHORA - Ora, a Bíblia diz que "há um só SENHOR" (Efésios 4.5). Maria, por duas vezes afirmou que era apenas uma "serva" (Lucas 1.38,48).

MEDIANEIRA, ADVOGADA E CO-REDENTORA - Também são heresias condenadas pela Palavra de Deus. Somente Jesus é Advogado perante o Pai (1João 2.1), intercede por nós (Romanos 8.34). E só Jesus é o único Redentor (Efésios 1.7; 1Timóteo 2.6; 1Pedro 1.18,19. Somente Jesus é o único Salvador (Atos 4.12; 1Timóteo 1.15; Lucas 19.10; Hebreus 7.25). E somente Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens (João 14.6; 1Timóteo 2.5; Hebreus 8.6). Quem fala assim não é gago: "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim".

ASSUNÇÃO DE MARIA EM CORPO E ALMA AO CÉU - Dogma decretado pelo papa Pio XII, em 01.11.1950, assunto completamente estranho ao ensinamento da Palavra de Deus.

RAÍNHA DO CÉU E DA TERRA - A festa de Maria Raínha foi estabelecida pelo papa Pio XII em 1954, honrando-a como Raínha do Céu e da Terra. Isto é reminiscência de um culto pagão que provocou a ira de Deus (Jeremias 7.18; 44.17-25). Ora, meu amigo, somente a Jesus foi concedida "toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra" (Mateus 28.18).

VIRGINDADE PERPÉTUA DE MARIA - Outro dogma estabelecido pela Igreja Romana contrário a Palavra de Deus. Lemos que Maria "comprometida em casamento com José, antes que coabitassem achou-se grávida..." e que José "não a conheceu (não teve relações com ela) até o dia em que ela deu à luz um filho" (Mateus 1.18,25). Então, depois do nascimento de Jesus, José viveu maritalmente com Maria (afinal, ela era sua esposa!). Afinal, Jesus foi o " seu filho primogênito" (Lucas 2.7) - primeiro gerado. Por que Jesus é o primogênito de Maria? Porque ela teve outros filhos após o nascimento de Jesus. Não existe nenhuma desonra no fato de Maria conceber outros filhos. Os filhos são herança do Senhor. O casamento é instituição divina.

Concluindo, temos um profundo respeito por SANTA MARIA, e por todos os SANTOS. Com muita alegria afirmamos que Santa Maria, em Cristo Jesus, é nossa irmã. Somos irmãos de todos os santos que já deixaram esta vida, e dos santos que atualmente estão servindo a Deus em todo o mundo. Somos filhos de Deus. Pelo ensinamento da Palavra de Deus, santos são os crentes em Jesus Cristo, mesmo enquanto vivemos na terra. Se você quer verdadeiramente honrar a Santa Maria, saiba que o único mandamento dela nos dirige somente para Jesus - "FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER" (João 2.11).

Amigo, fuja da idolatria, adore somente ao Deus vivo, em espírito e em verdade. Somente por Jesus você terá o privilégio de habitar com Ele e ao lado de todos os santos de todos os tempos por toda a eternidade.

sábado, 30 de outubro de 2010

Apelo Comovente - 2 (poesia)


Amigo, eu não me calo, perto de mim está a Luz
Eu sou crente e só falo o que me manda Jesus
O que Ele me ordena é pregar o Evangelho
A gente grande e pequena, ao moço e ao velho

Quem conversa comigo me conhece ligeiro
Nota que só me ligo no que é verdadeiro
Nada falo de mim, nada tenho demais
Falo dAquele sim que nos pode dar a paz

Aquele que nos dá vida, nos tira da ignorância
Sua palavra recebida nos dá vida em abundância
Quem antes me conhecia agora muito se admira
O que eu antes fazia parece agora mentira

Nada fiz por merecer tão grande transformação
Jesus nos faz renascer, nos dando a salvação
Nada de religião, nem mudar de opinião
Se tudo é confusão, Jesus é a solução

Solução do meu problema, tudo a Jesus entrego
Ele resolve o dilema, só não vê quem é cego
Mas preferem brincar com assunto tão grave
Não querem acreditar que só Cristo nos salve

O que antes acontecia, há dois mil anos atrás
Vemos em nossos dias - rejeitam o Deus da paz
Adoram a um deus morto, imagens de esculturas
Fazem um grande horto e adoram a criatura

'Inda dizem - eu creio, se reza, chora e geme
Esquecem que o diabo feio também crê e treme
Acorda povo insensato, tá na hora de despertar
Vida eterna é um fato, mas só Jesus pode dar

Jesus é Pão nosso que do Céu nos desce
Por isso tudo posso nEle que me fortalece
Aceite o dom de Deus com amor concedido
E todos pecados seus serão por Ele esquecidos

Quem por Jesus é aceito, é uma nova criatura
Um escolhido e eleito com a consciência pura
Mentia, não mente mais, é uma grande mudança
Fica tudo para trás e nos tornamos uma criança

Creia nisso meu amigo, pois é tudo verdade
Aconteceu assim comigo, digo com sinceridade
Venha a Jesus agora, eu te faço este apelo
Está chegando a hora do terrível pesadelo

Quando Jesus regressar, não terá mais jeito
Ele vem para julgar, ninguém mais será aceito
Ouça o meu aviso, Sua Palavra é mui digna
Ele vai trazer Juizo a toda obra maligna

Não brinque com Satanás que só te dá o inferno
Quem com ele jogo faz vai para o fogo eterno
Venha depressa, amigo, venha como está
Saia do grande perigo e Jesus te libertará.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

"Sou Ateu, Graças a Deus"

"Ateismo é um problema moral", afirma um dos maiores filósofos cristãos

James S. Spiegel tem uma tese desconfortável para propor. Ele argumenta: "ceticismo religioso é, no fundo, um problema moral".

Um professor de filosofia e religião da Universidade de Taylor em Upland, Indiana, EUA, James Spiegel, escreveu um livro de 130 páginas.

The Making of an Atheist (O Making of de um Ateu) é uma resposta aos novos ateus. Mas ao contrário das inúmeras respostas que surgiram a partir de apologistas cristãos, o livro de Spiegel centra-se nas raízes psicológicas do ateísmo.

Enquanto os ateus insistem que a razão fundamental para rejeitar a Deus é o problema do mal ou a irrelevância científica do sobrenatural, o filósofo cristão diz que o argumento é "apenas um ardil" ou "uma cortina de fumaça conceitual para mascarar o verdadeiro problema – a rebelião pessoal".

Ele admite que poderia parecer inadequado ou ofensivo sugerir que a falta de fé em Deus é uma forma de rebelião. Mas ele disse em uma entrevista recente ao Evangelical Philosophical Society que era obrigado a escrever o livro porque está convencido de que "é uma clara verdade bíblica".

Seu objetivo ao escrever o livro não é nem para provocar as pessoas, nem mostrar que o teísmo é mais racional que o ateísmo. Ao contrário, seu objetivo é orientar as pessoas a "explicação real do ateísmo".

"A rejeição de Deus é uma questão de vontade, não do intelecto", afirma. "O ateísmo não é o resultado da avaliação objetiva da prova, mas de desobediência obstinada, mas isso não decorre da aplicação cuidadosa da razão, mas da rebelião intencional. Ateísmo é a supressão da verdade por maldade, a conseqüência cognitiva da imoralidade. Em suma, é o pecado que é a mãe da descrença".

Deus fez a sua simples existência, desde a criação – a partir da vastidão inimaginável do universo para o complexo universo das micro-células individuais, de acordo com Spiegel.

A consciência humana, as verdades morais, as ocorrências milagrosas e o cumprimento das profecias bíblicas são também evidências de que Deus é real.

Mas os ateus, que rejeitam, ou como Spiegel diz, "fazem perder a importância divina de qualquer um destes aspectos da criação de Deus" menosprezam a própria razão.

Isto sugere que outros fatores dão origem à negação de Deus. Em outras palavras, algo que não seja a busca da verdade leva ao ateísmo. Spiegel diz que o problema do ateu é a rebelião contra a pura verdade de Deus, como claramente revelado na natureza. A rebelião é solicitada pela imoralidade e comportamento imoral ou cognição é pecado.

O autor explicou que "há um fenômeno que eu chamo de ‘paradigma induzindo à cegueira’, onde a visão falsa de uma pessoa impede de ver as verdades que de outra forma seriam óbvias. Além disso, a indulgência pecaminosa de uma pessoa é uma maneira de amortecer a sua natural consciência de Deus, ou, como John Calvin chama, o Divinitatis Sensus. E quanto mais esse sentido inato do divino é reprimido, mais resistente a pessoa fica em acreditar em Deus".
Spiegel, que se converteu ao cristianismo em 1980, testemunhou o padrão entre vários de seus amigos.

Seu trajeto do cristianismo ao ateísmo envolve: derrapagem moral (como a infidelidade, o ressentimento ou rancor), seguido pelo afastamento do contato com outros crentes, ocorrendo crescentes dúvidas sobre sua fé e contínua vida de pecado, culminando em um rejeição consciente de Deus.

Examinando a psicologia do ateísmo, Spiegel cita Paul C. Vitz, que revelou uma ligação entre o ateísmo e orfandade.

"Os seres humanos foram feitos à imagem de Deus, e a relação pai-filho é um espelho mostrando os seres humanos como descendentes de Deus", diz Spiegel.

"Nós, inconscientemente (e muitas vezes conscientemente, dependendo de uma visão de mundo), concebemos a Deus como o padrão do nosso pai terreno. No entanto, quando um pai terrestre é defeituoso, seja por morte, abandono ou maus-tratos, projetamos esse pai terreno em Deus".

Alguns dos ateus cujos pais morreram incluem David Hume e Friedrich Nietzsche. Aqueles com pais abusivos ou fracos incluem Thomas Hobbes, Voltaire e Sigmund Freud. Entre os Novos Ateus, o pai de Daniel Dennett morreu quando tinha cinco anos e o pai de Christopher Hitchens "parece ter sido muito distante. Hitchens confessou que ele não se lembra de nada sobre ele".
Quanto à Richard Dawkins e Sam Harris, há pouca informação disponível a respeito de seus relacionamentos com seus pais. "Parece que as conseqüências psicológicas de um pai com defeito deve ser combinada com a rebeldia – uma resposta persistente e imoral de alguma sorte, como o ressentimento, ódio, vaidade, falta de perdão, orgulho. E quando essa rebelião é bastante profunda e prolongada, o ateísmo dá resultados", explica Spiegel.

Em essência, "ateus finalmente optam por não acreditar em Deus", diz Spiegel. E "esta escolha não ocorre em um vácuo psicológico".
"Ela é feita em resposta aos desafios à fé profunda, como os pais com defeito e talvez outros ensaios emocionais ou psicológicos", afirma. "A escolha também não é feita em um vácuo moral. O impacto do pecado e suas conseqüências também serão significativos".Estes efeitos morais e psicológicos acarretam em uma maior chance para negar a realidade do divino, sem qualquer sentido (ou muito) de incoerência em uma visão do mundo".

Colaboração - Irmãos.com

Um Livro Que Faz a Diferença


 

Hoje, muitos consideram a Bíblia apenas como o melhor livro produzido pelo cristianismo. Essas pessoas não a consideram melhor do que os livros que contêm os ensinamentos de Buda, o Bhagavad Ghita dos hindus ou qualquer outra obra religiosa. Por que os cristãos insistem que a Bíblia é um livro diferente? Em meio a tantas opiniões divergentes, é necessário examinar a origem do livro que serve de fundamento para o cristianismo. Os profetas bíblicos afirmavam possuir um conhecimento real sobre o Deus infinito. Eles estavam absolutamente certos de que Deus falava por meio deles. Os profetas diziam que Deus faz afirmações dignas de confiança. Ele é capaz de predizer o futuro, e é isso que O torna diferente dos falsos “deuses”: “Eu sou o Senhor; este é o Meu nome! Não darei a outro a Minha glória nem a imagens o Meu louvor. Vejam! As profecias antigas aconteceram, e as novas Eu anuncio; antes de surgirem, Eu as declaro a vocês” (Is 42:8, 9).

Um Deus que Se comunica – Os autores bíblicos estavam seguros de que Deus pode Se comunicar e de fato Se comunica com os seres humanos. Para eles, a linguagem não é nenhum tipo de barreira que impede a comunicação direta entre Deus e os seres humanos. Deus não é limitado; Ele tem a capacidade de usar a linguagem humana. Muitas vezes, Deus é mencionado como a Pessoa que realmente está falando por meio dos profetas. Por exemplo, as palavras de Elias (1Rs 21:19) são descritas como “a advertência que o Senhor proferiu” (2Rs 9:25), enquanto que Elias sequer é mencionado.

De acordo com a Bíblia, a mensagem de um profeta é equivalente à fala direta de Deus. Portanto, desobedecer a um profeta é desobedecer a Deus: “Se alguém não ouvir as Minhas palavras, que o profeta falará em Meu nome, Eu mesmo lhe pedirei contas” (Dt 18:19). Quando o rei Saul desobedeceu à mensagem de Deus dada por meio do profeta Samuel, foi-lhe dito: “Você agiu como tolo, desobedecendo ao mandamento que o Senhor, o seu Deus, lhe deu; se você tivesse obedecido, Ele teria estabelecido para sempre o seu reinado sobre Israel. Mas agora o seu reinado não permanecerá; o Senhor procurou um homem segundo o Seu coração e o designou líder de Seu povo, pois você não obedeceu ao mandamento do Senhor” (1Sm 13:13, 14).

A Bíblia registra muitos episódios em que Deus fala diretamente com os seres humanos: conversas com Adão e Eva depois de pecarem (Gn 3:9-19); o chamado de Abraão (Gn 12:1-3); o diálogo com Elias no monte Horebe (1Rs 19:9-18). Todo o código de leis dadas no Pentateuco (Êx–Nm) é formado por palavras proferidas diretamente por Deus (Lv 1:1; Nm 1:1).

Os profetas do Antigo Testamento foram enviados por Deus para falar Suas palavras. Essa autoridade é demonstrada pela frequente expressão “Assim diz o Senhor”. De fato, o que distingue um profeta verdadeiro de um falso é que o primeiro não fala suas próprias palavras. Deus disse a Moisés: “Agora, pois, vá; Eu estarei com você, ensinando-lhe o que dizer” (Êx 4:12). Ele disse também a Jeremias: “Agora ponho em sua boca as Minhas palavras” (Jr 1:9).

A Bíblia mostra claramente que os profetas tinham muito mais do que um “encontro” com Deus que lhes dava uma sensação agradável. Deus transmitiu aos seres humanos informações concretas (Dt 29:29).

Um livro único – O Antigo e o Novo Testamentos falam inúmeras vezes que a verdade de Deus não é algo obtido por seres humanos depois de buscarem diligentemente pelo “Divino”. A verdade vem exclusivamente pela iniciativa de Deus. Deus fala por meio do profeta. E a linguagem humana é capaz de transmitir a comunicação divina.

Os apóstolos do Novo Testamento falam com a mesma autoridade que os profetas do Antigo Testamento. Eles falam pelo Espírito Santo (1Pe 1:10-12), que lhes transmitiu o conteúdo de sua mensagem (1Co 2:12, 13). Os ensinos dos apóstolos são bastante “diretivos”, transmitindo mandamentos com toda a autoridade (1Ts 4:1, 2; 2Ts 3:6, 12).

Entretanto, a Bíblia como um todo não foi ditada por Deus palavra por palavra. O mensageiro humano foi guiado por Deus ao selecionar as palavras adequadas para expressar a revelação. Dessa maneira, as palavras do profeta são chamadas de Palavra de Deus. É evidente a individualidade e personalidade de cada escritor, mas os elementos divino e humano são inseparáveis.

Ao longo da História, os estudiosos cristãos têm comparado a Bíblia com a natureza divino-humana de Cristo: “A Escritura Sagrada, com suas divinas verdades, expressas em linguagem de homens, apresenta uma união do divino com o humano. União semelhante existiu na natureza de Cristo, que era o Filho de Deus e Filho do homem. Assim, é verdade com relação à Escritura, como o foi em relação a Cristo, que ‘o Verbo Se fez carne e habitou entre nós’ (Jo 1:14).”[1]

A leitura da Bíblia mostra que existe continuidade e unidade entre o Antigo e o Novo Testamentos. Os escritores do Novo Testamento fazem centenas de citações do Antigo. Isso mostra que os apóstolos e os primeiros cristãos consideravam o Antigo Testamento como uma revelação vinda de Deus. As palavras de Isaías 7:14 são citadas como “o que o Senhor dissera pelo profeta” (Mt 1:22). Jesus cita Gênesis 2:24 como palavras ditas por Deus (Mt 19:5).

As palavras das Escrituras são mencionadas como faladas pelo Espírito Santo. Ao citar o profeta Joel, Pedro afirma: “Diz Deus” (At 2:17). Paulo e Barnabé citam Isaías 49:6 como algo que “o Senhor nos ordenou” (At 13:47). Isso mostra claramente que o Antigo Testamento contém instruções válidas para os cristãos.

Os escritores do Novo Testamento também sabiam que Deus é capaz de falar diretamente às pessoas em linguagem humana. Isso fica claro, por exemplo, no batismo de Jesus (Mt 3:17); na transfiguração de Cristo (Mt 17:5; 2Pe 1:17, 18); nas instruções dadas a Ananias (At 9:11-16); e na revelação a João (Ap 1:11–3:22).

Um livro confiável – O próprio Jesus Cristo confirmou que o Antigo Testamento era o fundamento de Seus ensinos e ética. As profecias do Antigo Testamento eram o padrão para Sua vida, como Ele disse muitas vezes: “As Escrituras precisam ser cumpridas” (Mc 14:49); “Como [...] está escrito” (Mt 26:24). Ele repreendeu aos teólogos de Sua época por permitirem que ensinos humanos distorcessem e mesmo anulassem o Antigo Testamento, a Palavra de Deus que existia na época (Mc 7:7, 13).

Jesus esperava que as pessoas aceitassem a autoridade do Antigo Testamento. Ele costumava perguntar: “Vocês não leram?” (Mt 12:5; 21:16; Mc 12:10). Em resposta à pergunta feita pelo mestre da lei sobre a salvação, Jesus disse: “O que está escrito na Lei?” (Lc 10:26).

O apóstolo Paulo também se refere à autoridade do Antigo Testamento. Na carta aos Romanos, ele constroi uma poderosa argumentação em favor do evangelho com base no Antigo Testamento (Rm 1–11).

Além disso, Jesus e os escritores do Novo Testamento aceitavam que todo o Antigo Testamento apresenta histórias verídicas e confiáveis, inclusive as histórias de Adão e Eva, bem como Noé e o Dilúvio (Mt 19:4, 5; Lc 21:26-29; 2Pe 3:3-7). Para eles, o fato de que Deus atuou no passado mostra a certeza de que Ele atuará no futuro.

Muitos dos autores bíblicos, assim como Cristo, mostram que é possível utilizar a Bíblia de maneira equivocada ou interpretá-la mal. Felizmente, Jesus apresenta uma chave que deve nos guiar quando estudamos a Bíblia: “As Escrituras [...] testemunham a Meu respeito” (Jo 5:39). Paulo diz que, quando alguém vê Jesus através das Escrituras, um “véu” é retirado dos olhos (2Co 3:14-16). Os dois discípulos que viajavam para Emaús tiveram a fé confirmada quando Cristo lhes deu a interpretação correta do Antigo Testamento (Lc 24:32).

Ao longo de toda a Bíblia, encontramos um Deus que procura Seus filhos, que deseja intensamente comunicar-Se com eles e que os ama mais do que ama Sua própria vida.

(Jo Ann Davidson, Ph.D, é professora de Teologia na Andrews University, Berrien Springs, Michigan, Estados Unidos. Publicado originalmente como “The Word Made Flesh”, Perspective Digest, ano 15, nº 3 [2010], p. 21-25. Traduzido e adaptado por Matheus Cardoso. Usado com permissão.)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Um Jogo Fácil Para Satanás

Quando a harmonia de um casamento é interrompida, a ajuda e o estímulo que o homem deveria receber da mulher são removidos. Desenvolvem-se então sentimentos de rejeição, insegurança e fracasso. Nesse ponto, os cônjuges deste casamento tornam-se um jogo fácil para Satanás. Vejamos a seguinte ilustração imaginária de como isso geralmente acontece:
Você é um pregador do Evangelho, e Deus começa a abençoar. O seu ministério se expande e cresce. Aí então você precisará passar mais tempo para dar conta das exigências de uma responsabilidade cada vez maior. Este problema geralmente surge mais rapidamente para aqueles que não são muito bons na administração do seu tempo e que não sabem como delegar responsabilidades.
Você tem cada vez mais coisas para fazer, e, gradativamente, você se encontra em casa cada vez menos. O tempo que você passa em casa também não é tão repousante como costumava ser. Você está geralmente preocupado com as coisas que acontecem no seu ministério, ou talvez você esteja pensando muito sobre os planos para um evangelismo mais bem-sucedido ou sobre os ensinamentos bíblicos.
Você está sentindo uma nova satisfação pelo que está acontecendo no seu ministério. Isto não é estranho, uma vez que Deus intentou que o homem encontrasse uma grande parte da sua realização pessoal através do trabalho a que Ele o chamou para fazer. À medida em que você vê Deus usando-o cada vez mais, você começa a receber mais satisfação pessoal pelo seu trabalho do que você jamais experimentou antes.
Contudo, isto não se aplica tanto às mulheres. Muito embora a mulher certamente se sinta muito realizada pelo seu trabalho, a sua maior satisfação vem do fato de ser amada e apreciada pelo seu marido.
Enquanto você está se tornando cada vez mais envolvido em seu emocionante ministério, alguns sérios perigos podem começar a surgir. Há ocasiões em que o passar menos tempo em casa é inevitável - a sua responsabilidade como líder ou mestre da Palavra exige isto.
No entanto, o orgulho pode começar a fazer um papel sutil nesta mudança na sua agenda. Talvez você tenha começado a achar que você é indispensável para o êxito do seu ministério, que a igreja não pode funcionar sem você. Se você fracassou na sua tarefa de treinar e equipar os outros para o ministério (Ef 4.11), você começará assumir mais trabalho do que é possível para um só homem fazer.
É aí que você passa por um ponto crucial - muito difícil de se discernir - onde um correto sentimento de satisfação pelo fato de Deus estar usando a sua vida transforma-se em orgulho. Você se engana e começa a crer que você é a fonte do seu êxito. Você se torna orgulhoso do seu trabalho, da sua importância pessoal, e da sua suposta grandeza.
Enquanto isso, a sua situação em casa começou a mudar. Não somente você está passando menos tempo lá - o tempo que você passa lá de fato também não tem a mesma qualidade que outrora.
Talvez você tenha também deixado de reconhecer que a sua esposa não está tão feliz como antes. A sua comunicação com ela tornou-se superficial. Ao casar-se com ela, você a amava profundamente e demonstrava isto, mas agora ela acha que a posição dela tornou-se secundária com relação a outras áreas da sua vida.
Um dia, quando você chega em casa, a sua esposa está irada, reclamando, e exigindo coisas de você. Se ela for do tipo calmo e calado, talvez ela se torne retraída e comece a ficar emburrada. Ela quer mais do seu tempo e da sua atenção.
Você ainda não percebeu, mas o ministério e a posição de liderança, que outrora eram a sua alegria mútua, tornaram-se agora rivais e inimigos dela. Ela cha que precisa competir com o seu ministério para receber o seu amor e compromisso.
"Ela está rejeitando a vontade de Deus!", talvez você pense. Muito embora você tente ser gentil e amoroso, deste ponto em diante o seu casamento começa a deteriorar-se. Você acha que a sua esposa é um adversário, fazendo exigências desleais e dando-lhe ultimatos injustos. "Ou o seu ministério ou eu!" é o que ela parece estar dizendo.
A esposa sábia e compreensiva reconheceria o que está acontecendo. Ela tentaria demonstrar uma vez mais ao seu marido o seu amor e apoio. Em seguida, ela explicaria como está magoada, e pediria ao seu marido que tentasse compreender a necessidade dela.
Infelizmente, a esposa geralmente está muito magoada para usar a razão. Ao invés, ela ataca violentamente com ira e rejeição - piorando ainda mais as coisas. Exatamente quando você chegou no lugar com que ambos sonharam e o seu ministério começou a prosperar, parece que ela virou-se contra você.
Obviamente, o seu relacionamento sexual começou a deteriorar. Você não se sente mais seguro nem necessário em casa. O lar não é o refúgio que costumava ser e também não é mais um lugar tão divertido de se estar. Muito embora isto cause dor, você pode evitá-la até certo ponto, lançando-se ainda mais em seu ministério.
Logo você descobre que até mesmo a satisfação que você recebe do seu trabalho no ministério não ajuda o sentimento de ter sido rejeitado por sua esposa. A sua insegurança cresce, e assim você começa a sentir-se infeliz com relação à sua situação em geral, e Satanás prepara a sua armadilha final.
À medida em que piora a sua situação em casa, algo subconsciente começa a acontecer. A rejeição da sua esposa feriu o seu orgulho, mas você tem dificuldades em ver que você ajudou a criar o problema. Você não consegue reconhecer que isto é principalmente responsabilidade sua. Consequentemente, você culpa a má vontade da sua esposa em compreendê-lo.
Você pode achar até que ela decidiu que não o ama mais. Você fica magoado, e a sua segurança precisa ser renovada. Talvez sinta inconscientemente a necessidade de reconfirmar a sua masculinidade e provar que a rejeição da sua esposa - no seu ponto de vista - não cancelou a sua masculinidade.
Como líder de igreja, você faz muitos aconselhamentos. Durante este extenso período de ministério, as pessoas compartilham muitos problemas íntimos com você. Muitas delas são mulheres.
Numa noite fatal a coisa acontece! Você já viu esta jovem na sua congregação várias vezes. Muito embora ela seja uma das pessoas mais espirituais da igreja, ela tem sofrido por muito tempo devido a um casamento infeliz e prematuro com um marido incrédulo e alcoólatra.
Ela procurou o seu aconselhamento porque ela precisa de ajuda para desenvolver a sua fé e maturidade, apesar da sua insuportável situação no lar. O seu aconselhamento tem trazido a ela muita paz e ajuda.
Você desenvolveu um relacionamento de tanta confiança que talvez você tenha até compartilhado alguns dos seus sofrimentos e problemas. Em suas conversas com ela, você descobriu que ela é uma pessoa muito compreensiva... mais até que a sua própria esposa.
Talvez a sua situação em casa estivesse especialmente angustiante nos últimos dias, ou você estivesse sentindo a rejeição da sua esposa mais do que o normal, e, por alguma razão, esta sessão de aconselhamento foi mais calorosa emocionalmente do que de costume. Qualquer que seja o motivo, acontece o inesperado. Ou um toque involuntário, ou um olhar compreensivo e caloroso comunica uma afeição mal compreendida, e as emoções são despertadas.
Você já está fraco por causa da sua situação em casa. A sua guarda está abaixada e você está só e desprotegido. Satanás aciona a sua armadilha, e vocês se encontram abraçados. Este se torna o primeiro de vários encontros adúlteros.
Esta história é imaginária. Ela foi tirada de histórias semelhantes que foram contadas por líderes de igrejas que sacrificaram uma vida de trabalho sobre o altar de um efêmero e vão relacionamento sexual. Muito embora os detalhes talvez não sejam exatos, os princípios são verdadeiros. Isto pode acontecer a qualquer um que não seja cuidadoso.
A vítima desta cruel armadilha demoníaca pode tentar justificar-se, culpando a sua esposa, ou a aconselhada, ou qualquer outra coisa.
Se for sábio, ele se arrependerá e colocará a culpa exatamente onde pertence: diretamente na sua própria concupiscência. Como neste caso, o enfraquecimento moral geralmente resulta de uma insegurança no seu próprio relacionamento conjugal. Esta insegurança geralmente é a consequência da sua negligência para com a sua esposa e família.
O relacionamento mais importante que um líder de igreja tem, além do Senhor, é com a sua esposa. "Por esta causa", diz Deus, "o homem deixará o seu pai e mãe, e apegar-se-á à sua esposa, e ambos serão uma só carne" (Gen 2.24). Se Deus escolheu que o homem vivesse com uma esposa, a sua primeira responsabilidade é para com esta esposa. Não é da vontade de Deus que alguma coisa interfira neste relacionamento.
O mesmo Deus que o chamou para o ministério também lhe deu a sua esposa, e Ele ordena que você a ame (Ef 5.25). Deus ordena que a sua afeição pela sua esposa seja mais forte que qualquer outra coisa, exceto para com Ele próprio.
Imagine só! Para a sua esposa, não faz diferença nenhuma se o seu trabalho roubar dela o seu amor, ou se uma outra mulher fizer isto. Ela perde o seu amor e o seu compromisso de uma forma ou de outra, e a dor dela é a mesma.
"...devem os maridos amar as suas próprias esposas, como a seus próprios corpos" (Ef 5.25).

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Apelo Comovente (poesia)

Meu Deus, muito obrigado por meu testemunho fiel
Eu sempre tenho pregado o teu reino que é do Céu
Eu escrevo do meu punho mas as palavras são tuas
Tenho dado testemunho em minha casa e nas ruas

Estou falando o pouco que eu sei a Teu respeito
Mesmo chamado de louco, mesmo com pouco jeito
Nada disso me importa - interessa tua salvação
Eu sei que és a Porta, a vida, e a ressurreição

Eu sei que nada passei, dificuldades inda haverá
Mas lendo a Bíblia hei de tudo com amor suportar
O mundo que me acusa de haver perdido a razão
É o mesmo que te recusa e não quer a salvação

Eu mesmo há pouco tava com a mente entorpecida
Até mesmo de Ti zombava e brincava com a vida
Por isso os compreendo e tenho até paciência
Sei que estão morrendo, é preciso muita urgência

Na pregação da mensagem da Palavra que é vida
É preciso muita coragem e Tua presença querida
Eles precisam Te ouvir e precisam de oração
Eles precisam já fugir do mundo de perdição

Fugir para os braços do Amigo que é Jesus
Todos nossos fracassos Ele levou sobre a cruz
Jesus é a solução de qualquer problema
Jesus é a salvação, só Ele dá vida plena

Quem tem Jesus tem tudo que nada vida precisa
Mas sem Ele, contudo, nada mesmo se realiza
Com Ele temos alegria constante e permanente
Seja de noite ou de dia em tudo tamos contentes

Não a alegria inventada e nem coisa passageira
Tendo tudo ou mesmo nada nossa paz é verdadeira
Com Ele temos paz, não a paz deste mundo
Jesus sempre nos faz dormir um sono profundo

Um sono sem pesadelo, tranquilo e restaurador
Nós só ansiamos pelo "Dia do Nosso Senhor"
Não vivemos de fantasia como pensam de nós
Ele é a nossa companhia, não estamos nunca sós

Alguns até perguntam se sofri uma "lavagem"
Em grupos se ajuntam, riem na minha passagem
Nada disso me afeta, não tem problema algum
A minha grande meta é somente e apenas UM:

JESUS, meu Salvador, no Seu sangue fui lavado
Da lama Ele me tirou, fui limpo e regenerado
Por issso, meus irmãos, enfrentemos os perigos
Vamos nos dar as mãos, somos irmãos e amigos

Enfrentemos com ousadia o mundo que nos afronta
Mostremos nossa alegria, nada levemos em conta
Jesus estará presente em todos nossos passos
Mostremos a essa gente que não somos fracassos

Com Jesus somos fortes perfumes de bons odores
Não temamos mais a morte, somos mais que vencedores
Junta-se a nós, amigo, e deixe o mundo de prazer
Fuja do grande perigo e venha a Vida receber

Jesus é vida abundante doada por nosso Deus
Vida eterna Ele garante a todos os filhos seus
Aceite o bom presente, esta bênção tão divina
Junte-se à Sua gente, venha logo, se previna!

Jesus logo voltará para buscar os Seus
Aceite-O agora, já, e venha logo para Deus
Venho pro nosso lado, tua salvação é Jesus
Todo e qualquer pecado já foi riscado na cruz

VEM!!!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Bíblia é Historicamente Confiável?

Um agnóstico afirmou que a historiografia moderna não aceita a Bíblia como fonte histórica confiável, ou seja, que as Escrituras não recebem o endosso da História. Ele cita certos fatos sobrenaturais, narrados na Palavra de Deus, como a destruição de Sodoma e Gomorra, as pragas do Egito, a destruição de Jericó, e outros eventos miraculosos, como meras lendas. Eu pergunto: Qual a real posição da moderna historiografia em relação à Bíblia? Há indícios arqueológicos para os acontecimentos acima mencionados? – F.

A aceitação ou não da veracidade bíblica vai depender do paradigma que a pessoa adota. Se a pessoa está disposta a crer, verá evidências da confiabilidade bíblica; por outro lado, se a pessoa parte do pressuposto de que a Bíblia é uma coleção de fábulas, interpretará os fatos sob essa ótica. Na verdade, não há perigo na dúvida, desde que se esteja disposto a acreditar.

Muitos achados arqueológicos confirmaram e têm confirmado a parte histórica das Escrituras, e há muitos bons livros sobre esse assunto. Devido ao espaço, seria quase impossível mencionar aqui todas as descobertas arqueológicas que têm confirmado a inerrância bíblica. Por isso, limito-me a analisar alguns achados que confirmam relatos bíblicos.

O rei Davi – Escavações arqueológicas nas ruínas da antiga cidade israelita de Dã, na alta Galiléia, em 1993, revelaram um achado impressionante: uma pedra de basalto com inscrições. O arqueológo Avraham Biran, do Hebrew Union College de Jerusalém, logo identificou a pedra como parte de uma estela datada do século 9 a.C. Aparentemente, comemorava a vitória do rei de Damasco sobre dois inimigos: o rei de Israel e a Casa de Davi. A referência histórica a Davi caiu como uma bomba. O nome do rei de Israel nunca fora antes encontrado em nenhum documento antigo, além da Bíblia. Mas ali estava uma inscrição feita não por um escriba hebreu, mas por um inimigo dos israelitas, pouco mais de um século após a época em que Davi vivera. Essa descoberta não só confirmou a existência do rei como também sua dinastia.

Kenneth A. Kitchen, egiptólogo e orientalista aposentado pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra, afirma que a arqueologia e a Bíblia “se harmonizam” quando descrevem o contexto histórico das narrativas dos patriarcas. Um exemplo: José, um dos filhos de Jacó, foi vendido como escravo por 20 moedas de prata (ver Gênesis 37:28). Kitchen assinala que esse era o exato preço de um escravo naquela região, naquela época, como ficou comprovado por documentos recuperados na região que é hoje a Síria e o Iraque.

Outros documentos revelam que o preço de escravos subiu de forma contínua nos séculos seguintes. Se a história de José tivesse sido inventada por um escriba judeu do 6º século, como sugerido por alguns céticos, por que o valor citado não corresponde ao preço da época?

O Êxodo – Embora haja os que contestem este que é um dos relatos mais importantes da Bíblia Hebraica – o Êxodo –, Nahum Sarna, professor de estudos bíblicos da Universidade de Brandeis, afirma que o relato do Êxodo “não pode, de modo algum, ser uma peça de ficção. Nenhuma nação inventaria para si mesma uma tradição assim tão inglória”, a menos que houvesse um núcleo verídico. E William G. Dever, arqueólogo da Universidade do Arizona, observa: “Escravos, servos e nômades costumam deixar poucos traços nos registros arqueológicos.” Daí não se ter encontrado vestígios arqueológicos do Êxodo.

Já o Dr. Paulo Bork, que fez cursos em várias universidades, como a Pacific School of Religion, da Califórnia, a Universidade Hebraica de Jerusalém e a Universidade de Londres, Inglaterra, e que participou de diversas pesquisas e expedições arqueológicas ao redor do mundo, afirma que “sempre existirão aqueles que não crêem na Bíblia e a criticam. Muitos deles não vão mudar sua forma de pensar, independentemente das evidências arqueológicas. Por outro lado, temos descoberto tantas evidências que iluminam a parte histórica da Bíblia que isso tem tornado muitos céticos em crentes”.

Sodoma e Gomorra – O Dr. Bork, mencionado acima, numa entrevista que me concedeu há algum tempo, disse: “Escavamos aquela região por vários anos e descobrimos coisas muito interessantes, que respaldam o relato bíblico. Existiam cinco cidades na parte leste do Mar Morto. Quando as escavamos, encontramos grande quantidade de cinzas. Em alguns lugares havia uma camada de um metro de cinzas. Não há outra maneira de explicar tamanha destruição e tanta cinza em um só local, a não ser pelo trágico relato de Gênesis.”

A Criação e o Dilúvio – Importantes documentos como o Enuma Elish, o Épico de Atrahasis e o Épico de Gilgamesh possuem fortes paralelos com a descrição bíblica da criação do mundo, a queda do ser humano e a vinda de um dilúvio sobre a Terra. Por causa dessas similaridades, alguns historiadores têm sugerido que o relato bíblico não passa de um plágio de documentos mais antigos. Entretanto, como destaca Rodrigo Pereira da Silva, doutor em Teologia do Novo Testamento pela Pontifícia Faculdade Católica de Teologia N. S. Assunção, em São Paulo, e especializado em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém, “as diferenças (que são muito mais significativas que as similaridades) fazem supor não uma cópia de material, mas antes uma referência múltipla aos mesmos eventos”. No antigo Oriente Próximo, a regra é que relatos e tradições podem surgir (por acréscimo ou embelezamento) na elaboração de lendas, mas não o contrário. No antigo Oriente, as lendas não eram simplificadas para se tornar pseudo-história, como tem sido sugerido para o Gênesis.

O Dr. Ariel Roth, autor do livro Origens – Relacionando a Ciência com a Bíblia, analisou cerca de 300 mitos da Criação encontrados entre tribos indígenas norte-americanas e concluiu que, a despeito de certa variação de costumes e outros fatores culturais, os mais variados grupos se encontravam em alguns temas principais. Por que essas similaridades de idéias míticas e imagens abundam em culturas tão distantes umas das outras? “A resposta”, segundo o Dr. Rodrigo, “não poderia ser outra senão a de que todas as tradições se encontram num mesmo evento real que ocorreu em algum ponto da história antiga.”

“Seus elementos coincidentes apontam o tempo em que a raça humana ocupou o mesmo espaço e praticou a mesma fé”, diz o estudioso Merryl Unger. “Suas semelhanças se devem a uma mesma herança, onde cada raça de homens manteve, de geração em geração, os históricos orais e escritos da história primeva da raça humana.” O Gênesis, portanto, se torna o elemento de convergência literária dessas semelhanças e esboça a forma original dessas tradições hoje espalhadas pelo mundo.
Outro detalhe importante a se destacar: é bastante estranho (do ponto de vista da interdependência histórica) que a Bíblia apenas ecoasse outros mitos quando a mola mestra de sua teologia é o monoteísmo, que se choca frontalmente com a linguagem e a cosmovisão politeísta encontrada nos demais textos.

Conclusão – William F. Albright escreveu no Retrospect and Prospect in New Testment Archaelogy, pág. 29: “Todas as escolas radicais na crítica ao Novo Testamento que existiram no passado ou existem hoje são pré-arqueológicas, e por terem sido construídas in der Luft (no ar) são bastante antiquadas hoje.” E Paul Frischauer, no livro Está Escrito – Documentos que Assinalaram Épocas, pág. 103, afirma que “o que está escrito na Bíblia aconteceu efetivamente ... a credibilidade histórica dos eventos mais importantes, como a emigração do patriarca Abraão de Ur, na Suméria, o Êxodo do Egito e o cativeiro babilônico, pôde ser comprovada por escavações arqueológicas e por achados de inscrições hebraicas”.

(www.michelsonborges.blogspot.com).

Não Espere Novas Revelações


1. Havendo Deus, antigamente, falado. (Hb 1.1-3) O propósito desta introdução consiste no enaltecimento da doutrina de Cristo. Aqui aprendemos não só que devemos receber essa doutrina com reverência, mas também que devemos repousar exclusivamente nela. Para que se entenda melhor esse fato, é indispensável que observemos a antítese das cláusulas em separado. Em primeiro lugar, o Filho de Deus é contrastado com os profetas; em segundo lugar, nós, com os patriarcas; em terceiro lugar, as variadas e múltiplas formas de expressão que Deus adotou em relação aos pais, até chegar à última revelação que nos é comunicada por Cristo. Não obstante, dentro dessa diversidade o autor põe diante de nós o Deus único, no caso de alguém concluir que a lei está em divergência com o evangelho, ou que o autor deste seja distinto do autor daquela. Portanto, para que pudéssemos apreender o ponto crucial desse contraste, o seguinte confronto poderá servir de ilustração:


Deus falou
Outrora, pelos profetas: agora, pelo Filho.
Então, aos pais: agora, a nós.
Antes, diversas vezes: agora, nestes últimos dias.

Com o assentamento desse alicerce, a concordância entre a lei e o evangelho é estabelecida, porque Deus, que é sempre o mesmo, cuja Palavra é imutável e cuja verdade é inabalável, falou em ambos igualmente. E preciso, contudo, que observemos a diferença entre nós e os patriarcas, visto que Deus se dirigiu a eles no passado de uma forma diferenciada de nós hoje. Primeiramente, nos tempos dos patriarcas ele utilizou-se dos profetas; no tocante a nós, porém, ele nos deu seu próprio Filho como Embaixador. Nesse aspecto, portanto, nossa condição é muito melhor. Além do mais, Moisés se acha incluído na categoria de profeta, como um daqueles que são inferiores ao Filho. E pela forma como se processou a revelação, também estamos em melhor situação, pois a diversidade de visões e de outras administrações que existiram no Velho Testamento evidenciava que não havia ainda uma ordem definida e definitiva de fatos, tal como sucede quando tudo se acha perfeitamente estabelecido. Esse é o significado da frase "diversas vezes e de diversas maneiras". Deus poderia ter seguido o mesmo método perenemente até ao fim, se tal método houvera sido perfeito em todos os sentidos. Segue-se, pois, que essa variedade constituía um sinal de imperfeição. Além do mais, tomo essas duas palavras no seguinte sentido: "diversas vezes" tem referência às várias mudanças de tempos. O termo grego significa literalmente "em muitas partes", como, por exemplo, quando tencionamos falar com mais amplitude ou posteriormente. Mas o termo grego (em minha opinião) indica diversidade no próprio método [divino]. Quando ele diz: "nestes últimos dias nos falou", o sentido consiste em que não há mais razão para ficarmos ainda em dúvida se devemos esperar alguma nova revelação. Não foi apenas uma parte da Palavra que Cristo trouxe, e, sim, a Palavra final. É nesse sentido que os apóstolos entenderam a expressão "os últimos tempos" e "os últimos dias". E Paulo entende a mesma coisa, ao escrever: "de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado" (1 Co 10.11). Se Deus agora falou sua Palavra final, é conveniente que não avancemos mais, assim como devemos deter nossos passos quando nos aproximamos dele. É muitíssimo necessário que reconheçamos ambos esses aspectos; pois constituía-se um grande obstáculo para os judeus o fato de não considerarem a possibilidade de Deus haver transferido para outro tempo um ensino mais completo. Viviam satisfeitos com sua própria lei, e não se apressaram rumo ao alvo. Em contrapartida, uma vez tendo Cristo aparecido, um mal opositor começou a prevalecer no mundo. Os homens se esforçaram para ir além de Cristo. Que outra coisa faz todo o sistema do papado, senão transgredir esse limite que o apóstolo delimitou? Portanto, assim como o Espírito de Deus, nesta passagem, convida a todos a irem a Cristo, assim os proíbe a ultrapassarem essa Palavra final da qual ele faz menção. Resumindo, o limite de nossa sabedoria está posto aqui no evangelho.

2. A quem constituiu herdeiro. O autor glorifica a Cristo com esse sublime enaltecimento à guisa de incitar-nos a reverenciá-lo, pois assim como o Pai fez todas as coisas sujeitas a Cristo, nós, igualmente, pertencemos ao seu reino.

Ele declara igualmente que nenhum bem pode ser encontrado fora dele/ visto ser ele o herdeiro de todas as coisas. Por essa razão, segue-se que somos os mais miseráveis e destituídos de todas as boas coisas, a menos que ele nos socorra com suas riquezas. Demais, ele acrescenta que essa honra, ou seja, exercer autoridade sobre todas as coisas, pertence por direito ao Filho de Deus, porquanto todas as coisas foram feitas por ele; embora essas duas prerrogativas sejam atribuídas a Cristo por razões distintas. O mundo foi criado por ele na qualidade de sabedoria eterna de Deus, a qual assumiu a diretriz de todas as suas obras desde o princípio. Essa é a prova da eternidade de Cristo; naturalmente que ele teria que existir antes que o mundo fosse por ele criado. Mas se a questão for sobre a extensão de tempo, então nenhum princípio será encontrado. Tampouco se detrai algo de seu poder, ao afirmar-se que o mundo foi criado por ele, ainda que não o tenha criado por iniciativa própria. É uma forma usual de se expressar quando se afirma que o Pai é o Criador. O que se acresce em algumas passagens - pela Sabedoria [Pv 8.27], ou pelo Verbo [Jo 1.3], ou pelo Filho [Cl 1.16] - possui a mesma força se se disser que a própria Sabedoria foi nomeada como Criadora. Deve-se notar que existe aqui uma distinção de pessoas, entre o Pai e o Filho, não só com referência aos homens, mas também com referência ao próprio Deus. A unidade de essência requer que, o que é próprio da essência de Deus, pertence tanto ao Filho quanto ao Pai. E assim, tudo quanto pertence exclusivamente a Deus, é comum a ambos. Tal fato não impede que cada um possua as propriedades de sua própria pessoa. O título 'herdeiro' é atribuído a Cristo em sua manifestação na carne. Pois, ao fazer-se homem e revestir-se de nossa própria natureza, ele recebeu para si essa herança a fim de restaurar para nós o que fora perdido em Adão. No princípio Deus estabelecera o homem como seu filho, para ser ele o herdeiro de todas as coisas; mas o primeiro homem, por meio de seu pecado, alienou-se de Deus, tanto ele próprio como também sua posteridade, e privou a todos tanto da bênção divina quanto de todas as demais coisas. Só começaremos a desfrutar as boas coisas de Deus, por direito, quando Cristo, que é o herdeiro de todas as coisas, nos admitir em sua comunhão. Ele tornou-se o herdeiro para poder fazer-nos ricos por meio de suas riquezas. Aliás, o apóstolo lhe atribui esse título para que pudéssemos saber que sem ele somos destituídos de todas as boas coisas. Se porventura considerarmos o termo 'todo' como pertencente ao gênero masculino, então esta cláusula significará que todos nós devemos estar sujeitos a Cristo, visto que fomos entregues a ele pelo Pai. Prefiro, porém, lê-lo como neutro, significando que somos privados da posse legal do céu e da terra, bem como de todas as criaturas, a menos que tenhamos comunhão com Cristo.

Fonte: [ Liga Calvinista ]
Via: [
Ministério Batista Beréia ]

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domingo, 24 de outubro de 2010

A Europa Está Podre

Dizem que a Europa é o “berço da civilização ocidental”. Se de lá veio o que de melhor podemos produzir em termos de humanidade, duas notícias me fazem questionar seriamente a capacidade humana de fazer por si mesma o que é bom (não vou nem considerar as terríveis guerras e horrendos regimes políticos que assolaram aquele continente). Segundo o site Controvérsia, a Europa Ocidental tem 140 mil mulheres escravizadas para prostituição, vítimas do tráfico de pessoas com fins de exploração sexual. São na maioria mulheres e garotas que foram enganadas, ou mesmo vendidas, por parentes ou amigos em seus países de origem, para ser prostituídas sob coação na Alemanha, Holanda ou Espanha.

O primeiro relatório da ONU que traça a radiografia desse negócio clandestino na Europa revela que esse mercado - que movimenta pelo menos 2,5 bilhões de euros por ano - em constante mobilidade integra a cada ano 70 mil novas vítimas. Pessoas que passam a substituir aquelas que saldam suas dívidas, saem do negócio ou se transformam elas mesmas em traficantes de pessoas como única alternativa a ser exploradas.

O negócio do sexo é florescente e invariável. Foi o que as organizações criminosas também detectaram. O tráfico de pessoas é o terceiro negócio do crime organizado, e em alguns países se transformou no primeiro. [...] Uma em cada sete prostitutas é vítima do tráfico na Europa, salienta o informe, elaborado pelos relatores da ONU com seus dados e outros recolhidos pelos países, as promotorias, a polícia e as ONGs. Um número muito inferior aos 90% que calcula o Ministério da Igualdade, que inclui mulheres vítimas de exploração e não só de tráfico.

As pessoas obrigadas a exercer a prostituição vêm fundamentalmente dos Bálcãs (32%), sobretudo de países como Romênia e Bulgária. Também da antiga União Soviética (19%) - fundamentalmente da Ucrânia -, da América do Sul (13%), Europa Central (7%), África (5%) e Ásia Oriental (3%). “Foram detectadas vítimas em toda a Europa. O problema é comum a todos os países”, explica Costa, que na terça-feira, junto com as atrizes Mira Sorvino e Belén Rueda e a jornalista mexicana Lydia Cacho apresentou a campanha Coração Azul para sensibilizar contra o tráfico. [...]

As mulheres chegam ao país de destino enganadas e às vezes coagidas, explica a ONU. Quando vêm dos Bálcãs, analisa a instituição, o mais provável é que tenham sido recrutadas com promessas de emprego, de participar de algum concurso de beleza, de um programa de estudos ou por serviços matrimoniais. [...] Muitas delas sofrem violência antes e depois de chegar ao destino. Os mais duros são, segundo a ONU, os traficantes dos Bálcãs ou da antiga União Soviética. Organizações muitas vezes pequenas - de duas ou três pessoas - que antes de oferecer as mulheres a seus clientes as violentam para iniciar os maus-tratos. Algumas são drogadas para que não fujam. [...]

O informe da ONU também fala dos consumidores de serviços sexuais. Entre eles destaca a Espanha. Neste país, 39% dos homens admitem ter pagado por sexo alguma vez na vida, um número “atípico na Europa”, segundo a ONU. Na Suíça são 19% dos homens que afirmam ter feito isso, na Holanda 14% e na Suécia 13%.

A outra notícia dá conta de que o sistema de saúde público da Grã-Bretanha já financiou 116 cirurgias de reconstrução de hímen, a chamada himenoplastia, em quatro anos. A operação, que torna as mulheres “virgens” novamente, se tornou popular entre as imigrantes muçulmanas pela Europa, como forma de garantir a “mancha de sangue” no lençol, no dia seguinte ao casamento – que costuma ser mostrada à comunidade, como sinal de pureza da noiva. [...]

Como se pode ver, há muita podridão por baixo dos lençóis do “berço da civilização ocidental”. Mulheres são traficadas como objetos de prazer de homens inescrupulosos que as alugam para satisfazer seus instintos degradados. Outras mulheres procuram restabelecer a “honra” por meio de cirurgias que recuperam um pedaço de pele, mas que são incapazes de devolver a pureza interior que tem mais importância do que uma mancha de sangue no lençol. Atitude típica de uma sociedade que acha que pode comprar de tudo - inclusive prazer, amor e honra.

No que estamos nos tornando? E ainda falam em evolução... [MB - Criacionismo].

A Febre Milenar

Durante os últimos trinta anos, muitos crentes em Cristo perderam o seu forte interesse no estudo da profecia bíblica. Mas, quando a guerra no Golfo Pérsico explodiu, a literatura apocalíptica tornou-se um dos assuntos mais quentes nas livrarias evangélicas. Até mesmo a revista americana mundialmente conhecida Time publicou um artigo de duas páginas sobre o assunto. Uma irmã em Cristo que há anos não frequentava os cultos telefonou para uma denominação evangélica que cria na Bíblia, próxima à sua casa, durante a guerra, para perguntar: "Será que esta é a Batalha do Armagedom?" É evidente que não era. Mas, assim como os pensamentos foram atraídos para os ensinamentos da segunda vinda de Jesus depois da Revolução Francesa e do torvelinho subsequente na Europa, as pessoas identificam hoje o foco no Oriente Médio como "sinal dos tempos". E não estão muito enganadas. Os profetas hebreus profetizaram que os eventos mundiais teriam como foco o Oriente Médio, a Babilônia, as nações árabes, Israel e a Rússia nos últimos dias - exatamente as nações que ocupam as manchetes nos dias atuais.
O que tudo isto significa, afinal? Alguns crentes de dura cerviz duvidam, mas tudo isto sugere que o relógio profético de Deus está começando a se mover novamente e as pessoas estão mostrando interesse renovado pela profecia bíblica. Isto não inclui a "febre milenar" que muitos prevêem como um fenômeno crescente dos últimos dias. Tal fenômeno também ocorreu no fim do primeiro milênio, quando houve especulações extravagantes sobre a volta de Jesus entre 990 A.D. e o ano 1000. Não há dúvidas de que, nestes últimos dias, tanto mais pessoas começarão a esperar a volta do Senhor. De fato, é certo que muitos mais falsos Cristos e especulações ainda mais ousadas surgirão. Se os anos 990-1000 A.D. foram uma indicação do que podemos esperar, os crentes em Cristo precisam saber o que a Bíblia ensina sobre este importante assunto, pois temos muito mais evidências hoje de que Jesus pode voltar durante a nossa vida do que havia em 999 A.D.
A mais antiga teoria relativa à volta de Jesus é anterior ao cristianismo. Alguns judeus acreditavam na vinda do Messias para cumprir as promessas sobre o reino, no sétimo milênio depois da Criação. Esta conjectura era baseada na combinação dos sete dias da criação e da afirmativa bíblica de que para Deus "um dia é como mil anos". Já que Deus criou a Terra em seis dias e então descansou, e como "um dia é como mil anos", os quatro mil anos da história do Antigo Testamento que já haviam passado sugeriam que o Messias viria num prazo de dois mil anos. Isso seria seguido de uma era do reino, que corresponderia ao sétimo dia da criação. Esses judeus supunham que Israel iria gozar do descanso do reino durante mil anos após a vinda do Messias. Quando alguns cristãos na igreja primitiva notaram em Apocalipse 20 que o reino duraria mil anos, eles supuseram que Jesus voltaria para buscar a Sua igreja cerca do ano 2000.
Basta dizer que tais idéias, embora sem base bíblica, serão sempre usadas para criar um enorme interesse na volta de Jesus e em outros ensinos proféticos nestes últimos dias.
As seitas heréticas sabem disto muito bem. O Enganador das mentes humanas irá sem dúvida soprar as chamas dos ensinamentos da Nova Era, contatos com extraterrestres e outras invenções e acontecimentos mundiais, que iludirão a muitos. Precisamos saber a verdade sobre os eventos futuros, a fim de não sermos vitimados pela avalanche de novas hipóteses insidiosas que varrerão o mundo nestes últimos tempos.
Lembre-se, quando os discípulos perguntaram sobre "o sinal... da consumação do século", Jesus advertiu-os imediatamente - "Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos" (Mateus 24.4-5). O melhor antídoto para a desilusão é a verdade - para satisfazer a nossa curiosidade e oferecer uma resposta pronta aos que estão confusos. Vamos nos encher da Palavra.
Quem está cheio da Palavra não se confunde. Afinal, Deus não é Deus de confusão.

sábado, 23 de outubro de 2010

Revelação Fora da Bíblia? Tá Brincando?

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Como tem Deus revelado a Si mesmo?
A resposta cristã a essa pergunta é que Deus revelou-se a Si mesmo "por muitas vezes e de muitas maneiras”, nos dias da anti­guidade. Nestes últimos dias, entretanto, Deus se tem revelado a nós plena e finalmente, na pessoa de Jesus Cristo, conforme Ele é apresentado na Bíblia (Hebreus 1.1,2).

A Palavra de Deus, portanto, é a revelação final e completa de Deus, que não pode ser substituída por qualquer outra revelação. As seitas, porém, não têm este compromisso, porquanto acreditam na doutrina herética de supostas revelações extrabíblicas. Eles afirmam que Deus tem falado e registrado palavras, através de quais­quer meios, desde o tempo em que nos deu as Escrituras do Novo Testamento. Asseveram, pois, que Deus fala ou tem falado a parte da Bíblia.
A primeira e mais típica característica de uma seita é que reivindica como sua autoridade alguma revelação distinta das claras assertivas da Palavra de Deus. A maioria das seitas afirma respeitar os ensinamentos da Bíblia. Muitas dessas seitas chegam mesmo a atribuir inspiração divina às Sagradas Escrituras. Logo, porém, anun­ciam a sua real confiança em alguma revelação subseqüente, o que, na verdade cancela o ensino da Bíblia em favor de algo novo e supostamente mais autoritativo, que, segundo eles dizem, Deus revelou somente há pouco tempo. Portanto, estão dizendo que a Bí­blia é apenas uma parcela da revelação verbal de Deus, e que Ele tem falado, ou continua falando, de uma forma extrabíblica, à parte das Escnturas.
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Uma seita, em Los Angeles, publicou recentemente o seguinte:
"Para você, a Bíblia tornou-se o Livro; mas quero que você saiba que Deus tem inspirado a homens e mulheres com o poder de revelarem, em nossos próprios dias, verdades ainda maiores, novos desdobramentos que partem do coração da vida”.
"Acima de tudo, queremos que você tenha seus olhos abertos hoje em dia, para coisas ainda maiores que estão chegando, pois Deus está fazendo maravilhas entre os ho­mens. Regozije-se na nova revelação, que transborda de esperança. O novo revelará a você o antigo com frescor renovado. Não permita dúvidas. Lance-se nas profundezas de Deus e não tema. A eternidade já chegou".
Algumas vezes, essas revelações extrabíblicas vêm por inter­médio de algum “líder divinamente inspirado”. Muitas religiões têm atribuído autoridade divina à pessoa de algum indivíduo, que é infalível quando fala, cujas palavras têm a mesma autoridade, ou mesmo maior autoridade do que as Santas Escrituras. Algumas dessas religiões têm feito seus líderes iguais a Deus.
Em qualquer lugar do mundo, as seitas continuam em busca de uma revelação melhor do que a Palavra de Deus. William Bra­nham, em seu livro Word to the Bride (Uma Palavra à Noiva), escreveu: “Uma noite, quando eu estava buscando ao Senhor, o Espírito Santo disse-me que apanhasse a pena e escrevesse. Enquan­to eu estendia a mão para apanhar a pena, o Espírito Santo deu-me uma mensagem para a Igreja. Quero anunciá-la a vocês... Tem a ver com a Palavra e com a noiva” (para quem não sabe, este é o "grande" profeta do "Tabernáculo da Fé", uma seita herética).


O Deus da Bíblia, sabendo que isso sucederia no futuro da Igreja, declarou mui claramente que a Sua Palavra, as Escrituras, é a revelação final e insuperável. O Espírito Santo orientou o apóstolo João a encerrar categoricamente a revelação verbal de Deus, quan­do disse: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e se alguém tirar qual­quer cousa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa, e das cousas que se acham escritas neste livro” (Apocalipse 22.18,19).
Como é claro, pois, há nas Escrituras uma temível maldição imposta sobre todo aquele que resume apresentar alguma nova revelação verbal da parte de Deus.

Numa frenética tentativa de racionalização, alguns cultistas têm afirmado: “Bem, a nossa revelação não se alicerça sobre a palavra do homem, mas provém de uma origem superior”. A reivin­dicação dos mórmons, acerca da revelação recebida de um anjo, é uma boa ilustração disso.

Como se estivesse prevendo tudo isso, escreveu o apóstolo Paulo: “Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anáte­ma. Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gála­tas 1.8,9).
É verdade que, nos tempos bíblicos, a Palavra de Deus era transmitida aos homens por meio de anjos (Hebreus 2:2). No entan­to a Bíblia instrui-nos que a revelação de Jesus Cristo ultrapassou a tudo isso. “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as cousas, pelo qual também fez o universo” (Hebreus 1.1,2).

Cristo é superior aos anjos, e a todos os anjos de Deus foi determinado que O adorassem. As palavras finais das Escrituras, “a revelação de Jesus Cristo” (Apocalipse 1.1), jamais poderão ser suplantadas pelos ministérios dos anjos. Por essa precisa razão foi que Jesus Cristo advertiu os Seus discípulos: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos...” (João 8.31). Os homens desta nossa época também foram devidamente avisados a darem ouvidos às palavras do Pai: “Este é o meu Filho amado... a ele ouvi” (Mateus 17.5).
É doutrina fundamental do cristianismo que a verdade final, a palavra definitiva, reside em Jesus Cristo. De fato, a Escritura, em si mesma, é ainda mais contundente, pois diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1.1).

A verdade final, por conseguinte, é a Pessoa, a Palavra e a obra de Jesus Cristo. Nenhuma revelação subseqüente, quanto ao caráter da verdade, pode tomar o lugar a revelação de Jesus Cristo. É simplesmente impossível haver uma maior revelação do que Cris­to neste ou em qualquer outro possível universo feito por Deus.
Um dos freqüentes artifícios das seitas é validar os seus próprios escritos, colocando-os como iguais às Sagradas Escrituras, para, em seguida, conferir-lhes autoridade maior do que a da Bíblia.
“As escrituras reveladas predizem as genuínas encar­nações de Deus muito tempo antes de acontecerem na terra. Por exemplo, o Antigo Testamento predizia o aparecimento do Senhor Jesus Cristo, e o Srimad-Bhagavatam predisse o aparecimento do Senhor Buda, do Senhor Caitanya Maha­prabhu e mesmo do Senhor Kalki, que não aparecerá antes de quatrocentos mil anos. Sem alusões a alguma predição escriturística comprovada, nenhuma encarnação do Senhor pode ser verídica. De fato, as escrituras advertem que nesta era haverá muitas falsas encarnações. O Senhor Jesus Cristo avisou aos Seus seguidores que, no futuro, muitos imposto­res haveriam de asseverar ser Ele mesmo. Por semelhante modo, o Srimad-Bhagavatam também adverte acerca de falsas encarnações, descrevendo-os como vagalumes que tentam imitar a lua. Os impostores modernos geralmente afirmam que as suas idéias representam os mesmos ensinos ministrados por Cristo ou por Krishna; mas, qualquer pes­soa realmente familiarizada com os ensinos de Cristo ou de Krishna facilmente pode ver que isso é um absurdo” (Back to Godhead, (De Volta ao Supremo), nº 61, 1974, pág. 24).
É dessa maneira que a seita Hare Krishna, os modernos seguidores de Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, procura obter posição de autoridade nas mentes dos tolos. Eles põem os seus escritos misteriosos e enigmáticos ao lado da Palavra de Deus.
Portanto, cabe aqui uma palavra de advertência. O crente acredita que a Bíblia é a única e final revelação verbal de Deus. Crendo nisso, ele precisa dedicar-se ao estudo da Palavra de Deus de maneira mais intensa do que nunca.
Os sutis ataques que estão sendo desfechados contra a Escri­tura, nestes dias, precisam ser respondidos por crentes bem prepara­dos, em todos os níveis da sociedade. Não basta dedicarmos à Bíblia uma tranqüila veneração, contemplando-a com profunda admiração, como a pedra de toque da fé cristã. A Bíblia é “a espada do Espíri­to” e torna-se um instrumento eficaz contra os assaltos satânicos, quando tecemos os ensinos das Santas Escrituras nas próprias fibras de nossos seres.
Está sendo incoerente e, talvez, até hipócrita, o indivíduo que professa ter uma visão superior das Escrituras, mas negligencia dissipar a sua própria ignorância da verdade de Deus, mediante um programa sério de estudos bíblicos. A grande e primeira razão do avanço das seitas no mundo atual é a ignorância das sagradas Es­crituras por parte dos crentes. A segunda grande razão é a má vontade por parte do povo de Deus em transmitir a verdade divina, mediante o seu testemunho em favor de Cristo, a pessoas que ainda necessitam receber a salvação que há em Cristo.
Segue-se disso que a grande necessidade da comunidade cristã de nossos dias é o retorno ao estudo cuidadoso da Palavra de Deus. A fé de que a Bíblia é a verdade última resulta exatamente desse programa de estudos bíblicos. O estudo das Escrituras produz, na vida do crente, o cumprimento daquela promessa que diz: “E assim, a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo” (Roma­nos 10.17).

Para a mente honesta, a verdade apresenta suas próprias cre­denciais. Ninguém que se dê ao estudo atento da doutrina bíblica e à memorização das Escrituras, duvidará da autoridade final da Escritura. Só se poderá oferecer resistência aos temíveis assaltos contra a Igreja, por parte de seitas poderosas e cheias de animação, quando os crentes se tornarem poderosos no Senhor, mediante o conhecimento sólido da Sua Palavra.
O salmista escondia a Palavra de Deus no seu coração, a fim de que pudesse resistir às alternativas pecaminosas da vida (Salmos 119.11). Isso significa que ele memorizava porções das Escrituras, assim deveríamos fazer.
A vida do crente ficará firmemente ancorada, capaz de resis­tir a toda oposição, quando estiver firmada em um operoso conhecimento da Sagrada Escritura.

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Fonte: Conheça as Marcas das Seitas, Dave Breese, Ed. Fiel, 2001, pág. 18-22.
Extraído do site: [ Eleitos de Deus ]

As Rezas Portáteis e o Agnus Dei

Breves ou patuás, rezas "portáteis", é como são chamados, as rezas que a igreja romana comercializou por muitos anos, e têm a forma de um saquinho de couro ou pano, dentro dos quais são colocados "rezas fortes", com figuras de santinhos. Dizem que a pessoa (supersticiosa, é claro) que possuir um desses saquinhos e o mantiver sempre consigo, estará GUARDADA de qualquer mal. Mas acreditam também que se o saquinho for aberto, deixará de ter influência protetora sobre a vida de seu dono.

Tais crendices são a grande contribuição da igreja romana ao imenso conjunto de superstições que ainda hoje circulam no meio do povo. Atualmente muitas pessoas religiosas costumam levar consigo um verdadeiro colar dessas bolsinhas contendo dezenas de rezas "infalíveis"...
Até algumas décadas passadas era comum ver-se, principalmente nas regiões norte e nordeste do Brasil, pessoas postadas nas feiras ou mesmo na porta de igrejas vendendo rezas onde o nome de JESUS CRISTO era mencionado no meio de expressões bíblicas e entre elementos componentes de rituais visivelmente pagãos. É o caso da "ORAÇÃO DO JUSTO JUIZ", que dizia:

"Jesus juiz de Nazaré, filho da virgem Maria, que em Belém foste nascido entre a idolatria, eu vos peço, Senhor, pelo nosso sexto dia que o meu corpo não seja preso, nem ferido, nem morto, nem nas mãos da justiça envolto. Se meus inimigos vierem prender-me terão olhos mas não me verão; terão ouvidos e não me ouvirão; terão boca não me falarão; terão braços não me levarão; correrão mas não me alcançarão; armas de fogo não me desfecharão; com armas de São Jorge serei armado, com espada de Abraão serei coberto; com alento do leite da Virgem Maria serei borrifado; com o sangue de meu Senhor Jesus Cristo serei batizado; na arca de Noé serei agasalhado e com as chaves de São Pedro serei fechado onde não me possam ver, ferir, nem matar, nem sangue do meu corpo derramar. Também vos peço, Senhor, por aquelas três hóstias consagradas que consagrastes no terceiro dia, assim também como andou Jesus Cristo no ventre da Virgem Maria nove meses e alguns dias. Deus adiante com a paz na guia. Deus me guie e acompanhe e a sempre Virgem Maria, desde a casa santa de Belém até Jerusalém. Deus é meu pai, a Virgem Maria é minha mãe, com as armas de São Jorge serei armado, com a espada de São Tiago serei guardado para sempre. Amém". Isto bastava para que a pessoa supersticiosa acreditasse no poder - não de Deus - mas daquela reza "milagrosa".

Hoje, quem melhor está explorando essa irresistível atração do brasileiro ignorante à Palavra de Deus, para as práticas e crenças supersticiosas, são certas denominações "cristãs" neo-pentescostais e o espiritismo, em todas as suas formas e tendências manifestadas no Brasil, com predominância para os cultos da linha africana. Milhões de pessoas têm sido mantidas presas em práticas enganosas, e permanecido cegas espiritualmente. Depositam sua fé em qualquer coisa, menos no Autor e Consumador da fé, JESUS CRISTO...

O chamado sincretismo religioso tem permitido que as superstições romanas se misturem às superstições espíritas, resultando disso toda essa confusão que se observa no cenário do comportamento religioso do brasileiro. Um dos exemplos mais aberrantes no conjunto dessas superstições são as virtudes que algumas pessoas inescrupulosas atribuem ao "famoso" e conhecidíssimo AGNUS DEI (Cordeiro de Deus). Trata-se de um medalhão de cera que os supersticiosos costumavam usar no pescoço (hoje esse uso é menos frequente), por acreditarem que ele os protegeria de todos os males e perigos, por ter sido "benzido" (abençoado) pelo papa. Pelo que se lê em um antigo folheto de propaganda desse amuleto, só JESUS CRISTO seria tão poderoso como o AGNUS DEI. Eis a lista do que ele "pode" fazer pela pessoa que o carrega no pescoço:

"Os AGNUS DEI conferem ou aumentam em nós a graça, promovem a piedade, dissipam a tibieza, preservam do vício e predispõem para a virtude. Apagam os pecados veniais e purificam a mancha deixada pelo pecado depois que este é perdoado pelo sacramento da penitência. Afugentam os demônios, livram das tentações e preservam da eterna ruína. Livram da morte repentina e imprevista. Impedem os terrores causados pelos fantasmas e acalmam o medo ocasionado pelos maus espíritos. Armam a pessoa com a proteção divina contra a adversidade; fazem evitar os perigos e as desgraças; dão prosperidade. Protegem nos combates e proporcionam a vitória. Livram dos venenos e das ciladas dos adversários. São excelentes preservativos das enfermidades e também servem de eficaz remédio. Combatem a epilepsia. Impedem os estragos da peste, das epidemias e da corrupção do ar. Acalmam os ventos, dissipam furacões, acalmam os turbilhões e afastam as tempestades. Salvam do naufrágio. Apartam da tormenta e fazem escapar dos perigos dos raios. Expulsam as nuvens que trazem saraiva. Apagam os incêndios e fazem estacionar seus estragos. São eficazes contra chuvas torrenciais, as inundações e transbordamentos dos rios. Finalmente os AGNUS DEI protegem as mães e as criancinhas nos perigos especiais..." (Agora dizemos: acredite se quiser ou se for "abestado").

Que coisa, hein? E o pior é que os supersticiosos crêem até de olhos fechados nessas mentiras. Está escrito: "...o meu povo está morrendo por falta de conhecimento" (Os 4.6). Se nos déssemos ao trabalho de ler a Palavra de Deus, não haveria tanta ignorância.
Amigo, pelo amor de Deus, leia a Bíblia!
Conheça a verdade!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Água da Vida

Nem sempre pensamos na maravilha química que está por detrás de um simples copo de água ou de uma gota de chuva. Nesta era de alta tecnologia e engenharia avançada, a mistura de hidrogênio e oxigênio (H2O) é a imagem da simplicidade. No entanto, a água é uma das substâncias mais notáveis do Universo. E os fenômenos relacionados a ela são prova disso.

1. Ação capilar. É a capacidade que a água possui de subir dentro de tubos finos, desafiando a força da gravidade. Quando se coloca a água em um tubo de ensaio, por exemplo, percebe-se que as bordas do líquido em contato com as paredes de vidro se curvam levemente. Isso acontece porque o hidrogênio no material sólido atrai o oxigênio do líquido, fazendo com que a água "se empurre para cima". Quanto mais fino o tubo, mais rápido a água sobe.

É justamente o fenômeno da ação capilar que mantém vivas todas as plantas, pois do contrário a água e os nutrientes do solo não conseguiriam chegar às folhas mais altas. Desafiando a gravidade e sem a necessidade de bombas, a água sobe através dos veios das plantas.

2. Gelo. Por que o gelo flutua? É uma ocorrência tão normal que achamos o fato comum. Mas o gelo não deveria flutuar, pois é sólido. As moléculas dos sólidos são muito mais unidas do que a dos líquidos. Por isso, quase todas as substâncias são mais pesadas no estado sólido. Mas não a água. Ela parece seguir uma lei própria.

A princípio, quando a água é resfriada, ela segue o comportamento usual dos líquidos: contrai-se, fica mais densa. Mas quando ela esfria abaixo de 4 graus negativos, de repente, começa a se expandir, a ficar menos densa, graças a uma propriedade especial das pontes de hidrogênio de suas moléculas.

É justamente devido ao fato de a água congelada ser mais leve que a líquida, que a vida nos rios e lagos pode ser mantida. Caso a água não se comportasse dessa forma, os rios, lagos e mares ficariam congelados por inteiro no inverno. Mas o que ocorre é que o gelo sólido flutua acima da massa de água líquida, formando uma camada de isolamento que impede o congelamento da água abaixo. Assim, os peixes e outros animais aquáticos são protegidos durante as estações frias.

3. Capacidade de absorver calor sem ferver. A regra é: quanto mais leve a substância, mais baixo o ponto de fervura. Se a água, que está entre as substâncias mais leves, se comportasse como deveria, ferveria a 53 graus negativos! Isso significaria que mesmo o gelo dos pólos ferveria. O sangue também ferveria no corpo dos seres vivos. Enfim, seria uma catástrofe.

Felizmente, a água, mais uma vez, se comporta de modo único. Ela tem ponto de fervura bastante alto, 100ºC.  Portanto, é capaz de absorver grande quantidade de calor sem ferver. Por isso mesmo é usada como agente resfriador no motor dos automóveis, por exemplo. E é ela que serve como moderador climático, pois a grande quantidade de umidade na atmosfera regula os extremos de temperatura, tornando a vida possível neste planeta.

Na próxima vez que você beber um copo de água, pense no amor e no cuidado de Deus em criar um líquido tão singular, sem o qual a vida seria impossível (MB - Criacionismo)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Big Bang, Que Big Bang ?

Não se pode explicar o universo sem Deus

Não restam dúvidas de que Stephen Hawking é intelectualmente destemido como um herói da física. E em seu último livro, o notável físico propõe uma audaciosa mudança na crença religiosa tradicional na criação divina do universo. Conforme Hawking, as leis da física, não a vontade de Deus, proveem a explicação real de como a vida na Terra veio a existir. O Big Bang, ele argumenta, foi a inevitável consequência daquelas leis “porque há uma lei como a gravidade, o universo pode e quis criar a si mesmo do nada”. Desafortunadamente, enquanto o argumento de Hawking está sendo saudado como controverso e revolucionário, ele dificilmente seria novo.

Por anos, outros cientistas têm feito afirmações semelhantes, sustentando que o assombroso, a criatividade sofisticada do mundo ao nosso redor, pode ser interpretado somente com referência às leis físicas, assim como a gravidade. Isso é uma abordagem simplista, ainda que em nossa época secularizada seja a única que aparenta ter ressonância com um ceticismo público.

Mas, como cientista e cristão, simultaneamente, eu gostaria de dizer que a afirmação de Hawking é equivocada. Ele nos pede para escolher entre Deus e as leis físicas, como se eles estivessem necessariamente em conflito mútuo. Porém, contrariamente ao que Hawking declara, leis físicas nunca podem prover uma completa explanação do universo. As próprias leis não criaram nada; elas meramente são uma descrição do que acontece sob certas condições.

O que parece que Hawking fez foi confundir leis com o agente. Seu chamado a nós para escolhermos entre Deus e as leis é quase como alguém nos exigir para optar entre o engenheiro aeronáutico Sir Frank Whittle e as leis da física para explicar o mecanismo do avião. Esta é a confusão de categoria. As leis da física podem explicar como o mecanismo do avião funciona, mas alguém tem de construir, pôr em funcionamento e dar a partida. O avião não poderia ser criado sem as leis da física por si mesmas – todavia, para o desenvolvimento e criação, precisa-se do gênio de Whittle como seu agente. De modo similar, as leis da física nunca poderiam ter construído o universo. Algum agente deve ter se envolvido.

Para usar uma simples analogia: as leis do movimento de Isaac Newton, em si mesmas, nunca fizeram uma bola de sinuca atravessar o carpete verde, o que somente pode ser feito por pessoas usando o taco de sinuca e as ações de suas mãos.

O argumento de Hawking me parece até muito mais ilógico quando ele diz que a existência da gravidade torna a criação do universo inevitável. Mas como poderia a gravidade existir em primeiro lugar? Quem a pôs ali? E qual foi a força criativa por trás de seu início? De forma análoga, quando Hawking argumenta, em apoio à sua teoria de geração espontânea, que isso era somente necessário para “o azul tocar o papel” para ser iluminado para “deixar o universo vir”, a questão deve ser: De onde vem esse azul que toca o papel? E quem o fez, se não Deus?

Muito da racionalidade que se segue ao argumento de Hawking engana-se com a ideia de que há um conflito aprofundado entre ciência e religião. Mas reconheço que não há desacordo entre elas. Para mim, como religioso cristão, a beleza das leis científicas somente reforça minha fé em uma inteligência, força divina e criativa em operação. Creio em Deus por causa da maravilha na abrangência, sofisticação e integridade de sua criação.

A verdadeira razão para a ciência florescer tão vigorosamente nos séculos 16 e 17 foi precisamente devido à crença de que as leis da natureza, as quais foram então descobertas e definidas, reflete a influência de uma divina legislação. Um dos temas fundamentais do Cristianismo é que o universo foi feito de acordo com um Planejador racional e inteligente. A fé cristã proporciona perfeito senso científico.

Alguns anos atrás, o cientista Joseph Needham fez um estudo épico do desenvolvimento tecnológico na China. Ele queria descobrir por que a China, com todos os seus precoces dons de inovação, tinha falhado por estar tão atrás da Europa em seu desenvolvimento da ciência. Ele relutantemente chegou à conclusão de que a ciência europeia tinha sido estimulada pela disseminada crença na racional força criativa, conhecida como Deus, a qual fez todas as leis científicas compreensíveis.

Não obstante, Hawking, como muitos outros críticos da religião, quer que creiamos que não somos nada mais que uma aleatória coleção de moléculas, o produto final de um processo não intencional. Se verdadeiro, isso poderia indeterminar quanta racionalidade precisamos para estudar a ciência. Se o cérebro fosse realmente o resultado de um processo não dirigido, então não há razão para crer em sua capacidade para nos dizer a verdade.

Vivemos em uma época de informação. Quando vemos algumas letras do alfabeto escrevendo nosso nome na areia, imediatamente nos sentimos responsáveis em reconhecer o trabalho de um agente inteligente. Como muito mais, provavelmente, então, estaria um criador inteligente por trás do DNA humano, o colossal banco de dados biológico que contém não mais que 3,5 bilhões de “letras”?

É fascinante que Hawking, em ataque à religião, sente-se compelido a colocar tanta ênfase na teoria do Big Bang. Porque, por mais que os não crentes não gostem disso, o Big Bang combina exatamente com a narrativa da criação cristã. Isso porque, antes de o Big Bang se tornar usual, vários cientistas foram forçados a admitir isso, apesar disso parecer se alinhar à história da Bíblia. Alguns aderiram à visão aristotélica do “universo eterno” sem início ou fim; mas essa teoria, e recentes variantes dela, estão agora profundamente desacreditadas.

Mas apoio à existência de Deus está muito além da realidade da ciência. Dentro da fé cristã, há também a poderosa evidência de que Deus Se revelou à humanidade através de Jesus, há dois milênios. Isso é tão documentado não apenas nas Escrituras e em outros testemunhos, mas igualmente na fortuna das descobertas arqueológicas.

Sendo assim, as experiências religiosas de milhões de crentes não podem claramente estar enganadas. Eu mesmo e minha própria família podemos testemunhar sobre a influência que a fé tem em nossa vida, algo que desafia a ideia de que não somos nada mais do que uma coleção aleatória de moléculas.

É tão forte quanto óbvia a realidade de que somos seres morais, capazes de entender a diferença entre certo e errado. Não há rota científica para tais conceituações éticas. A física não pode inspirar nosso discernimento dos outros, ou do espírito de altruísmo que existe na sociedade humana desde a aurora do tempo.

A existência de um conjunto comum de valores morais aponta para a existência de uma força transcendente além das meras leis físicas. Assim, a mensagem do ateísmo tem sempre sido curiosamente a única depressiva, retratando-nos como criaturas egoístas inclinadas a nada mais do que sobrevivência e autogratificação.

Hawking também pensa que a existência potencial de outras formas de vida no universo mina a tradicional convicção religiosa de que somos o único motivo para Deus criar o planeta. Mas não há prova de que outras formas de vida existam fora, e Hawking certamente não presenciou nenhuma.

Sempre me diverte que o ateísmo geralmente argumente pela existência de inteligência extraterrestre além da Terra. Assim, eles também estão somente ansiosos para denunciar a possibilidade, a qual nós já aceitamos, de um vasto e inteligente Ser externo ao mundo: Deus.

O novo fuzilamento de Hawking não pode abalar os fundamentos da fé que está baseada em evidência.

(John Lennox, apologista cristão, é professor de Matemática em Oxford. Ficou conhecido principalmente por debater com Richard Dawkins, em outubro de 2007, em evento patrocinado pela entidade cristã Fixed Point Foundation. O artigo original de Lennox foi publicado no Dailymail e reproduzido no blog Questão de Confiança. A despeito da qualidade de sua argumentação, a única ressalva seria sobre o Big Bang: embora seja uma explicação teleológica, a teoria contraria alguns dados bíblicos) .
 
Em tempo:  Não esqueçamos deste detalhezinho importante:  Big Bang é uma TEORIA.
A Palavra de Deus deixa bem claro "que os mundos foram criados pela Palavra de Deus, de maneira que o visível não foi feito do que se vê"  (Hebreus 11.3).